quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Guiñazu pisou na bola

Essa confusão toda com Guiñazu serviu apenas para desgastar a imagem do jogador.
Não pela intenção de sair, pois ele é profissional, pode ter ficado tentado com uma boa proposta ou até mesmo estar mesmo pretendendo mudar de ares, até mesmo porque há rumores de que o ambiente do vestiário matou o ano de 2009 para o Inter.Mas o problema foi a forma como tudo foi conduzido.
Enquanto a imprensa paulista afirmava que Guiñazu havia negociado com o São Paulo e imprensa gaúcha dizia que o jogador afirmava nunca ter mostrando interesse em sair. Afinal, que estava certo?
Parece que a imprensa paulista, pois hoje Guiñazu e seu procurador apareceram com uma proposta no Beira-Rio, segundo informou a imprensa.
Por outro lado, o São Paulo nega qualquer negociação.
No meio dessa disparidade de informações, a única coisa certa é que Guiñazu não foi sincero com a torcida. Deveria ter dito desde o início que estava aberto a propostas, o que é normal e compreensível, ao invés de dizer uma coisa e fazer outra. Nisso ele errou feio.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Barcelona campeão.Uma pena.

Na final do mundial de clubes Galvão Bueno torcia para o Milan como se este fosse um time brasileiro. Ficou todo feliz com a derrota do Boca Juniors, talvez por ser uma equipe argentina e pelo fato do time brasileiro ter jogadores que eram importantes para vender a marca da seleção, especialmente Kaká.
Não fiquei com o mesmo contentamento. Não alimento essa briga besta com nossos vizinhos, os brasileiros do Milan estavam a serviço de um milionário clube europeu, e torci para o Boca naquela oportunidade. Assim como torci para o Estudiantes contra o Barcelona.
Infelizmente, o Estudiantes não levou o mundial. Esteve quase lá. Tomou um gol de empate bobo, que poderia ter sido facilmente evitado. Mas futebol é assim.
De qualquer forma, parabéns ao Estudiantes, que foi valoroso, com jogadores que honraram a camisa deste grande clube.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Um centenário bem mais ou menos

O Grêmio incomodou mais do que eu imaginava.

E pra mim o Adriano fez falta naquele primeiro gol. Ele obstruiu o zagueiro mesmo estando distante da bola. Em suma, ele não pretendia proteger para jogar, mas apenas impedir que o adversário jogasse. Isso é falta, com todo respeito à opinião do Arnaldo Cezar Coelho, que mais torce do que comenta arbitragem, como se vê claramente nos jogos da seleção.
Mas tudo bem.Eu não acreditava que o Grêmio pudesse incomodar e também não achava que o Héber Roberto Lopes anulasse um gol do time da casa em um lance que pudesse ter uma interpretação favorável ao mandante.
Parabéns à direção do Inter pelos resultados insatisfatórios do ano do centenário. E parabéns aos jogadores, por terem perdido jogos absolutamente inacreditáveis neste Brasileirão.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sobre o dilema do Grêmio

Vale a pena ler o texto do Luis Fernando Verissimo sobre o jogo entre Flamengo e Grêmio, abordando com extremo bom humor o difícil dilema por qual passa o tricolor gaúcho. Para quem quiser acessar, clique aqui.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

That´s all folks!

E o Brasileirão acabou. O Flamengo já e campeão. E fez por merecer. Acertou o time, ganhou do Atlético-MG no Mineirão, que mais uma vez deu um título ao rubro-negro, e agora só espera o domingo para fazer a festa.
Desde quando o São Paulo perdeu para o Botafogo ficou claro que o título só não iria para o Rio se o tricolor paulista vencesse o Goiás. Já o Inter está fora do páreo faz tempo, desde que perdeu pontos inadmissíveis. Com dois jogos finais contra Corinthians e Grêmio, já sem pretensões no campeonato, é certo que o Flamengo teria seis pontos garantidos.
E nem entro nessa discussão sobre o Grêmio entregar ou não. Mesmo querendo ganhar o time gaúcho não teria cacife para isso, já que durante o ano inteiro só venceu o Náutico fora de casa. O único time que poderia ter parado o Flamengo é o Corinthians, mas este não perderia a chance de fazer corpo mole. O gesto de Felipe na cobrança do pênalti deixa isso claro: ali ficou evidente o propósito de entregar o jogo. Nunca tinha visto um goleiro deixar de se esforçar porque supostamente discordou da marcação do árbitro.
Sinceramente, um grande clube profissional jamais poderia deixar acontecer uma coisa dessas, ainda que a torcida pedisse a falcatrua. O profissionalismo deve ser ponto de honra em qualquer atividade.
Mas tudo bem. o Inter perdeu o campeonato por culpa exclusiva sua, Talvez o único despropósito contra o Colorado tenha sido o árbitro deixar acontecer aquele jogo contra o Flamengo no Beira-Rio, mesmo com o campo completamente encharcado. Mas depois o Inter teve várias chances de melhorar seu aproveitamento e não conseguiu.
Do ponto de vista da organização do futebol brasileiro acho péssimo o título do Flamengo, não pelo clube, mas pela forma como ele se organiza. O êxito ajuda a perpetuar a desordem. Por mim, que o São Paulo ganhasse dez títulos seguidos, para que ensinasse os demais a administrar o futebol. Mas sobre isso falarei outra hora.
Portanto, parabéns à torcida do Flamengo. Para o Inter, resta tentar manter o vice para garantir um grupo melhor na Libertadores, e que 2010 seja bem melhor do que esse letárgico 2009, que chega melancolicamente ao seu final.
Isso é tudo pessoal!


sábado, 28 de novembro de 2009

Fórmula made in Paraguay

Ano passado o Sport foi campeão da Copa do Brasil e recebeu a quarta vaga do país na Libertadores de 2009.Acabou no grupo da morte.
Este ano o Corinthians foi campeão e recebeu a primeira vaga do país na competição americana.
Qual a razão pra isso não consegui descobrir. Foi a CBF que escolheu a vaga?
Além disso, Chivas Guadalajar e San Luis do México entraram direto nas oitavas-de-final, para compensar o fato de terem ficado de fora da disputa em 2009, devido à gripe A. Com isso, retiram-se duas vagas dos melhores segundos colocados. Quem entrar em grupo difícil vai ficar pendurado no pincel.
No caso do Inter, se terminar o Brasileirão na posição de hoje ficaria em um grupo com a segunda vaga do Paraguai, Once Caldas da Colômbia e a segunda vaga do México.
Para ver o resultado do sorteio clique aqui.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Com Giuliano o Inter é outro

Depois do jogo contra o Atlético-MG não tenho dúvidas: o Inter seria campeão se não fosse a convocação de Giuliano para a disputa do Mundial sub-20, um torneio amador para o qual a CBF insiste em levar profissionais titulares de seus times.
Com Giuliano no jogo contra o Avaí o Inter foi bem. Depois ele saiu e o time afundou. Voltou e teve que se adaptar.
Agora há apenas dois jogos. O negócio é jogar contra o Sport como se fosse final de campeonato e garantir a vaga na Libertadores.O resto que vier é lucro.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

STJD entra na briga pelo título

Mais uma vez parece que o STJD quer escolher o campeão brasileiro, assim como fez em 2005.
Não bastasse o absurdo do futebol brasileiro depender de uma justiça desportiva marcada por atrocidades decisórias e por arbitragens estranhamente favoráveis a determinados clubes.
O Flamengo tem time para ser campeão sem ajuda externa. Até acho que o time carioca está em condição mais favorável. Mas lambança da cartolagem e arbitragens esquisitas não mais pra aguentar.
Se o São Paulo tiver que ser dez vezes campeão que seja. Que vença quem tem condições. Essa de que o time está ganhando demais é argumento pra justificar falcatruas.
Enquanto isso, a apresentadora do GloboEsporte ontem dizia que era uma vergonha a mão de Henry no gol que colocou a França na Copa. Por que ela não usa a expressão "vergonha" para o que ocorre toda hora no Brasil?
Definitivamente, não dá para levar a sério o futebol brasileiro, símbolo maior da fragilidade ética do espírito nacional.

sábado, 14 de novembro de 2009

Vão passar o rodo no São Paulo?

O São Paulo ganhou três campeonatos corridos e segue firme na briga pelo tetra.
Ricardo Teixeira disse esses dias que gostaria de ver o Flamengo campeão.
Faz tempo que o futebol carioca não se destaca, mesmo com um apoio gigante da mídia.
Agora o São Paulo perde o mando de campo. Dias atrás, o Procurador do STJD disse que a perda do mando era improvável em situações como a ocorrida no jogo contra o Inter, quando um torcedor invadiu o campo, foi detido e identificado.
É bom que os dirigentes do tricolor paulista fiquem bem ligados.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Para haver punição a vítima tem que ser medalhão

Há muitas mentiras sobre o Brasil. Afinal, só um universo de mentiras pode manter uma sociedade tão desigual.
Uma mentira muito difundida é a de que o povo brasileiro é bom e solidário.
Uma ficção. Os brasileiros são humanos, com qualidades e defeitos, parecidos e diferentes entre si, como todos os povos, e criados em uma sociedade que aceita a crueldade alheia com imensa naturalidade.
É certo que relações de solidariedade são fortes no âmbito familiar e em grupos mais próximos(vizinhos, turma do futebol, etc), além das situações extremas de intenso sofrimento, como nas catástrofes. No entanto, no geral, quando se trata de avaliar o significado do que ocorre no seio da sociedade, o brasileiro raramente consegue pensar para além da sua esfera privada. Aliás, isso é comum no homem médio.
Pessoas morrem de fome, corruptos deitam e rolam no Poder Público, violência para todos os lados, contra a mulher, pobres, negros, homossexuais, trabalhadores, sistema prisional grotesco, e a maioria do povo nem está para tudo isso. Escandaliza-se com um fato aqui e ali, mas logo volta para a sua novela. Reclama do político e segue votando em quem compra voto, e por aí vai.
E nessa terra de "se a farinha é pouca, meu pirão primeiro", o povo costuma gritar mais alto sempre quando o andar superior sente-se lesado. Aí todo mundo fala e até o oprimido quer defender o opressor, ainda que muitas vezes por falta de informação. Por outras vezes, defende mesmo por ter uma visão de que a estrutura desigual deve mesmo ser mantida.
Por que falo de tudo isso? Por causa de Carlos Simon.
Já vi erros grosseiros de Simon. Erros mesmo, o roubo clássico. Erros sem explicação. O maior deles na final da Copa do Brasil de 2002, entre Corinthians e Braziliense, quando ele não deu um pênalti claro para o time de Brasília e ignorou uma falta absurda no lance de um dos gols do time paulista, tudo isso na primeira partida da final. Mas nenhum de seus "apitaços" deu tanta repercussão quanto o lance de domingo, no jogo entre Flu e Palmeiras.
Até pode ser que Simon tenha errado. Mas vendo com atenção percebe-se que Obina joga o braço para trás para impedir a antecipação do zagueiro tricolor. Logo, perfeitamente poderia ser marcada a falta, ainda mais no Brasil, onde os árbitros marcam qualquer coisa.
Mas o Palmeiras berrou e a Comissão de Arbitragem correu para socorrer o alviverde. Afastou Simon.
Estranho que os erros crassos de Héber Roberto Lopes na primeira partida da final da Copa do Brasil deste ano não tenham obtido a mesma repercussão. Um pênalti claro em Alecsandro aos 7 do primeiro tempo, quando o placar de Corinthians e Inter estava 0 a 0, e o segundo gol dos paulistas feito depois do jogador cobrar a falta com a bola rolando, bem na frente do árbitro.
Agora todo mundo fala, o Presidente do Palmeiras, imprensa, jogadores e quem mais tiver cordas vocais. Repercussão nacional.
E fica assim. O brasileiro não se irrita com o roubo, com a violência, com a falta de caráter. Ele foi criado na desigualdade e treinado para reproduzi-la. O brasileiro irrita-se quando os efeitos negativos da bizarrice nacional atingem o piso superior. Ninguém se indigna pelo ato em si, mas por quem foi afetado.
E assim continuamos. Julgamos conforme a vítima e o réu, e não pelo significado dos atos. O que nos interessa é manter a desigualdade e evitar que os afortunados sofram com as consequências nefastas, decorrentes do país cruel que nossos ancestrais criaram e que mantemos todos os dias com nosso comportamento na rua, na política, no trabalho e nas relações afetivas.
O Brasil tem uma sociedade civil que não se funda na igualdade, na liberdade e na ética.É o salve-se quem puder. E seguimos defendendo a desigualdade.
Por isso, se o Palmeiras berrar todo mundo vai acudir. Agora, se o reclamante tiver menos prestígio, será apedrejado e ridicularizado, embora vergonhosamente roubado.
Em suma, a Comissão de Arbitragem é Brasil!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A diferença que faz um talento

o futebol é um esporte coletivo, mas é incrível com um talento individual pode amenizar ou até mesmo suplantar limitações técnicas e táticas de um time.
O Fluminense sem Fred era um time nervoso e instável. Com Fred é uma equipe que deixou de ser galinha morta. Agora há um centroavante mortal dentro da área, o que faz toda a diferença, principalmente em um país onde o forte das equipes não é a marcação.
Tivesse Fred voltado umas cinco rodadas antes e o Flu estaria fora da zona da degola. Agora parece tarde. Apesar que, com Fred em campo, eu não duvido de nada.